segunda-feira, 3 de setembro de 2012

RESPOSTA PARA FILUCA

 

Caro Tio:

Soube que você propagou em Pinheiro, semana passada, que sou quadrilheiro e falsificador de documentos públicos. Parece que você encontrou provas contundentes de que  outras pessoas e eu teríamos falsificado alguns documentos para lhe incriminar no caso do abono do FUNDEB aos professores de Pinheiro.

Peço-lhe, caso seja verdade que você propagou essas coisas a meu respeito, que encaminhe para o Ministério Público todas as provas que possui sobre esse caso. Transfira para a Autoridade competente a responsabilidade pela apuração dos fatos e a eventual propositura de ação criminal contra mim,. acaso venha a se encontrar justa causa para isso.

Agindo assim, caro Tio, você poderá dormir com a consciência tranquila porque colaborou para que criminosos respondam pelos seus atos e a sociedade poderá ter a certeza de que de fato sou, ou não (como diz o Caetano), quadrilheiro e falsário. Acho que Deus não vê mal nisso, ainda que sejamos parentes próximos. Você não fazer julgamentos sobre, sob pena de permitir que eu lhe julgue, e isto não me cabe.

Mesmo na informalidade, por enquanto, nego peremptoriamente que tenha feito o que disseste que fiz.

Informo para você, meu Tio, e para os autores, direta ou indiretamente, do jornal que circulou em Pinheiro com as mesmas notícias que você pessoalmente divulgou em seu programa eleitoral, sobre o meu comportamente criminoso, que desde que soube desse evento passei a orar profundamente para que Deus os ilumine no sentido de sempre andarem em busca da verdade, ainda que isso venha me por nas grades por algum tempo, mesmo porque também tenho reiteradamente pedido a Deus que me faça pagar pelos males que causei aos outros aqui mesmo na terra, na esperança de que o caminho do Céu me seja mais fácil.

Também tenho, caro Tio, há muito mais tempo, implorado em minhas preces para que Deus retirasse do meu coração a angústia, o sentimento de vingança e de ódio que eu fazia questão de alimentar contra você todos os instantes da minha vida, a contar do dia em que você me usou para machucar profundamente meu pai.

Tanto pedi, caro Tio, que Deus me atendeu, de duas formas: primeiro, entendo que a fibromialgia, que não me deixou passar um único dia sem dores, desde setembro do ano passaddo, seja o deferimento Divino do pleito que fiz para pagar sobre a terra os pecados que aqui cometi (parece estranho, mais hoje eu me conforto com as minhas dores); segundo, fui agraciado com a sensação de que sobre minha alma repousa a serenidade que eu tanto pedi, e dela finalmente se retirou todo o sentimento de ódio e de vingança que eu nutria diariamente por você. Sinto-me livre disso tudo e a minha saúde finalmente melhorou. Não posso certificar que há uma necessária relação de causa e efeito, mas de fato passei a viver melhor, lutando para me aproximar das virtudes que Jesus pregou. Entendi que posso ser perdoado na medida em que perdôo.

Nunca mais colaborarei para permitir que qualquer atitude sua, por mais nefasta que pareça, venha a prejudicar o bom relacionamento que mantenho com a minha família, reconquistado com muito amor e perseverança. Não há neste mundo algo capaz de abalar o amor que alimento todos os dias por todos, inclusive por você. É pela afirmação na continuidade disto que rezo todos os dias. Nem mesmo o poder justifica ódio entre irmãos.

Minha mãe, meus avós maternos, meus tios, meu pai e meus parentes deste lado paterno, nossos amigos comuns, nem um deles merece mais sofrimentos e desconfortos por conta das nossas desavenças pessoais.

Entendi, finalmente, que o nosso processo de evolução espirutal deve passar necesssariamente pelo que passamos e, de minha parte, faço valer a frase que diz que “somente conhece a humilhação quem desconhece a humildade”.

Agradeço-lhe, Tio, por você  ter colaborado com a minha mais profunda ligação com Deus, com o amor puro e incondicional que tehno aprendido a cultivar, acima de qualquer sentimento de ódio, vingança ou coisa parecida.  Não foi fácil sentir isso e dizê-lo publicamente, mas valeu a pena.

Justifico a publicação neste blog, do quanto acima escrevi, porque é o único meio de comunicação sobre o qual detenho total responsabilidade pelo que penso e digo, além de pretender aliviar os corações daqueles que saíram em minha defesa contra as acusações graves que me foram feitas, se é que existem tais pessoas.

Não me prestarei a alimentar ódios e rancores, especialmente em campanhas eleitorais e, por esta razão, desautorizo qualquer pessoa a utilizar este texto em propagando eleitoral ou em outros programas de rádio ou televisão.

Para mim, este assunto se encerrará aqui.

Desejo que você fique em paz, que Deus abra o seu coração para o amor verdadeiro e que as suas atitudes sejam conduzidas para o bem, afinadas com os Mandamentos e dignas do respeito de todos, especialmente de nós, seus parentes.

Que assim seja!

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